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24/02/2007NA COZINHA - Todo mundo conhece o meu anti-talento para cozinhar, mas encontrei alguém pior do que eu. A minha colega de banco Jana conseguiu a proeza de se queimar fazendo miojo. É muito talento para uma cozinheira só!
ESSES AVÓS - O Adriel é o primeiro neto tanto dos meus pais como dos pais do Daniel e por isso vem gerando uma série de babações e puxadas de sardinha para cada lado. O meu pai olhou pro Daniel e fez o delicado comentário: "O Adriel é lindo. Não se parece em nada com você". Já a mãe do Daniel disse: "A minha vizinha disse que essa manchinha roxa na bunda do Adriel quer dizer que ele vai ficar moreninho como Daniel". Só faltou dizer: ainda bem que não vai ser banquelo como vc.
CELEBRIDADES - E o meu ex-chefe Léo está ficando famoso mais uma vez. Seu comentário foi publicado na Folha de S. Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u68002.shtml - penúltimo parágrafo). Mas a conclusão que eu eo Rafael chegamos é que na verdade o Léo é evangélico.
ANTES DE SER - Um texto aí do orkut que retrata um pouco esse doce momento:
Antes de ser mãe
Eu fazia e comia refeições quentes. Eu usava roupas sem manchas. Eu tinha calmas e longas conversas ao telefone. Antes de ser mãe,
Eu dormia tão tarde quanto quisesse e nunca me preocupava com a hora de ir para a cama. Eu escovava meus cabelos e tomava banhos sem pressa. Antes de ser mãe,
Em minha casa não haviam objetos espalhados. Eu não tropeçava em brinquedos, nem pensava em canções de ninar. Eu não me preocupava se plantas eram venenosas. Eu nem sabia que existiam protetores de tomada... Antes de ser mãe,
Ninguém tinha vomitado ou cuspido em mim. Eu nunca tinha sido mordida nem beliscada por dedos minúsculos. Ninguém nunca tinha me molhado. Antes de ser mãe,
Eu tinha controle da minha mente, dos meus pensamentos, do meu corpo e do meu tempo. Eu dormia a noite toda!... Antes de ser mãe,
Eu nunca tinha segurado uma criança chorando, para que pudessem fazer exames ou aplicar vacinas. Eu nunca tinha chorado olhando pequeninos olhos que choravam. Eu nunca havia experimentado a maravilhosa sensação de amamentar e saciar um bebe faminto. Eu nunca tinha ficado tão gloriosamente feliz por causa de uma simples risadinha. Antes de ser mãe,
Eu nunca tinha segurado uma criança só por não querer afastar meu corpo do dela. Eu nunca tinha ficado sentada tarde da noite só para admirar um bebê dormindo. Eu nunca tinha levantado a noite de hora em hora para me certificar de que tudo estava bem. Eu nunca havia sentido meu coração se quebrar em um milhão de pedaços, porque não pude parar uma dor. Eu nunca imaginei que alguém tão pequeno pudesse mudar tanto minha vida. Eu não sabia que amaria ser mãe. Antes de ser mãe,
Eu não conhecia a sensação de ter meu coração fora de meu próprio corpo. Eu não conhecia a força do amor entre uma mãe e seu filho. Eu não conhecia o calor, a alegria, o amor, a preocupação, a plenitude nem a satisfação de ser mãe. Eu não sabia que era capaz de sentir tudo isso com tanta intensidade.
(Autor desconhecido)
13/02/2007BARBÁRIE 1 - Há quase uma semana o Brasil inteiro está estarrecido com a morte brutal do garoto João Hélio, de apenas seis anos, que depois de ficar preso no cinto de segurança, foi arrastado por sete quilômetros, pelos assaltantes que roubaram o carro de sua mãe. A forma brutal desse assassinato e a quantidade de casos semelhantes estão fazendo com que toda a sociedade se pergunte onde iremos parar, o que podemos fazer para ter um pouco de segurança, afinal o pequeno garoto estava dentro de seu carro, na companhia da mãe e da irmã, ou seja, da família que com certeza para a sua mente representava o máximo de segurança. Não foi suficiente. Alguns justificam essas situações como sendo algo ocasionado pela falta de emprego ou pela desigualdade social, o que geraria tensões entre classes sociais. Eu discordo. Acredito que quem tem fome, no máximo assalta um mercadinho, mas não faz esse tipo de maldade que vitimou um inocente. Por trás disso está MALDADE, CRUELDADE. Também se questiona agora a punição de um dos acusados. Caso venha a se confirmar a sua participação, um dos acusados deverá ficar três anos na Febem e depois será solto por ser menor de idade. Daqui a três, o João Hélio provavelmente será apenas mais uma estátistica nesse Brasil violento.
BARBÁRIE 2 - Alguém ainda lembra do garoto Vinícius, de 5 anos, que foi queimado vivo dentro de um carro juntamente com seu pai, sua mãe e uma empregada da loja de sua mãe após um assalto em Bragança Paulista? Esse outro crime brutal só faz 2 meses.
NA TV - Muito boas as novas propagandas da Prefeitura de Fortaleza com os bonequinhos que não dirigem após beber e o menino que joga o lixo no lixo. "Genial, genial" também a saga dos bichinhos que querem comprar um Ford Zero (https://www.ford.com.br/images/inst_varejo.wmv). Essa última mostra que para fazer boa publicidade não precisa de atores famosos ou um orçamento elevadíssimo, mas sim muita criatividade. Nota 10 para a girafa afetadíssima que sempre corta o barato dos outros bichinhos: "Hello, a gente é bicho, baby!"
MONSTRO SAGRADO - Eu concentradíssima tentando ler o texto da Administração quando Daniel me chega com altos questionamentos: "sabia que neste momento a gente pode estar de cabeça pra baixo? Olha o Meq (ele estava deitado), ele está até tentando se segurar pra não cair". É demais! 07/02/2007CALENDÁRIO DO ADRIEL - As coisas que aconteceram nestes últimos dias só para eu não esquecer:
PRIMOGÊNITO - Uma pessoa me perguntou sobre como o Meq está reagindo às mudanças aqui em casa. Apesar de tentarmos manter o mesmo cotidiano com ele, como os passeios, é lógico que o nosso au-au sabe que tem alguma coisa muito diferente no ar. Isso é claro na forma como ele olha pra mim. Agora ele fica me encarando e cheirando de cima abaixo já que o cheiro do leite e do Adriel ficam em mim. Quando me vê segurando o bebê, ele tenta pular, quer saber como pode existir um ser humano tão pequeno. O Meq também parece ficar agoniado quando o Adriel começa a chorar continuamente. Ele fica correndo de um lado a outro do quintal como querendo saber o que está acontecendo ou então pensando "onde está esse lindo gatinho?" (o choro parece um miado ainda). Além disso, o acesso ao meu quarto e ao do bebê ficou proibido para o Meq, mas uma hora ou outra esse encontro irá acontecer. Aí uma foto atualizada da família. 8 dias como a mãe do AdrielHoje faz oito dias que o Adriel deixou de ser uma barriga para ser o meu filho ou me tornar a mãe dele. Eis um resumo desse momento maravilhoso:
A PREPARAÇÃO - O parto estava marcado para o dia 29 às 19h30 e eu não sei se por ser uma coisa que vc acaba esperando por tanto tempo - afinal a gravidez humana é de nove meses - mas eu estava tão tranquila, tão pronta e confiante, que não me bateu ansiedade quase nenhuma. No dia 29 de manhã ainda estava no computador adiantando todos os trabalhos da faculdade de Administração e os amigos de MSN questionando o que eu ainda fazia na internet naquele dia. Mantive a tranquilidade até o final do parto.
ANESTESIA - Meu medo maior era a anestesia porque vc fica imaginando aquele agulhão imenso nas suas costas, mas foi tranquilo, apesar da "briga" entre o anestesista e a minha madrasta, que é enfermeira. Como os dois já se conheciam, ele ficava tentando ensinar coisas pra ela sobre parto (a especialidade dela é cirurgia de olho). A todo momento ele dizia "Fernanda, agora você vai sentir isso" e explicava exatamente o que estava fazendo. Quanto à anestesia, no dia seguinte tive reação e fiquei com o corpo todo coçando como se tivesse levado um monte de picadas de insetos, mas depois de um remédio receitado pelo obstetra, a coceira passou.
O PARTO - Apesar da anestesia, você fica acordada durante quase todo o parto. Achei a cirurgia mesmo muito rápida. Acho que toda a preparação da anestesia demora quase o mesmo tempo da cesareana em si. A sensação era estranha, como se tivesse formiguinhas nas minhas pernas, de vez em quando eu sentia todo o corpo tremer (não sei se por frio ou devido à anestesia). Eu tentava escutar o que o médico conversava com a auxiliar, mas só conseguia ouvir a "briga" da minha madrasta e do anestesista. Um pano verde separa seus olhos no local onde está sendo realizada a operação e de repente você ouve um choro indigando. É muito lindo. A pediatra leva ele para a avaliação e limpeza e depois ele vem embrulhadinho de presente pra você.
A EQUIPE - Meu presentinho veio pelas mãos do Dr. Marinaldo (obstetra), da Dra. Tricia (obstetra auxiliar), do Dr. Everton (anestesista) e da Dra. Rosalina (Pediatra). Também estavam na sala de cirurgia, além das enfermeiras, o Daniel (meu maridão) e Rejane (a minha madrasta). Esperando lá fora estavam a Dona Socorro (mãe do Daniel), meu pai, a Renata e o Paulo.
NA UTI - A má notícia veio logo após o parto: o Adriel estava na UTI Neo-natal por ter entrado líquido aminiótico nas vias respiratórias. O Daniel disse que não era nada grave e que ele poderia até ter vindo pro quarto, mas por precaução ele iria passar a noite lá e vinha pro quarto na manhã seguinte bem cedo. No dia seguinte, ele não veio, continuou lá e meu coração super apertado por ver o bercinho vazio. No final da tarde do dia 30, ainda com muitas dores, fui à UTI para vê-lo e quando cheguei lá a médica responsável pelo setor perguntou: vcs são os pais do bebê que entrou líquido aminiótico? Depois de respondermos que sim, ela disse que não poderíamos entrar pq "a enfermeira estava fazendo o procedimento nele" e que voltássemos em cinco minutos (eles estavam retirando os tubos e colocando ele pra respirar numa espécie de capacete). Nesse momento meu mundo caiu. Fazia quase 24 horas que ele tinha nascido e eu não tinha podido abraçar meu filho. Chorei tanto e as outras mães que estavam lá tentavam me consolar dizendo que ele iria sair e aí depois chorei por essas mães porque a situação dos bebês delas era bem pior, elas já tinham tido alta há algum tempo e iam lá todo dia para acompanhá-los e amamentá-los. Me senti muito egoísta. Quando consegui ver o Adriel ele já não estava mais entubado, respirava nesse capacete e as manchinhas roxas nos braços mostravam o que ele havia passado. Ainda no dia 30, a pediatra pediu que eu fosse à UTI para amamentá-lo (eu ia poder senti-lo pela primeira vez) e que voltasse na manhã seguinte porque se ele "pegasse" bem, poderia ter alta da UTI ainda pela manhã.
AMAMENTANDO - Uma semana antes do parto, começou a sair colostro de ambos os seios. Era pelo menos uma sinalzinho de que eu deveria ter leite, mas não significava que amamentar seria um processo fácil. Na UTI, além de pegar pela primeira vez na vida em um recém-nascido, eu teria que aprender a alimentá-lo. Ele até que pegou rápido e com força, muita força. Quando a Dra. Trícia disse que amamentar requer muita paciência ela não estava brincando. Nos primeiros dias, os seios doem muuuuuuuuuuuuuuuito a cada vez que ele abocanha com uma fome infinta, hoje a dor já é menor, mas agora tem as brigas para fazer com que ele mame. Ás vezes na afobação, ele ainda prefere chupar a mãozinha do que ter o trabalho de encontrar o leite no peito. Aliás, esses têm leite que é uma barbaridade. Como diria a pediatra, eu sou uma verdadeira vaca holandesa.
EM CASA - Recebemos alta no final da tarde do dia 31. Começava uma nova etapa: cuidar do Adriel sem ajuda das enfermeiras. Quem está quebrando o galho é a mãe do Daniel, que entre uma trapalhada e outra, cuida dele bem direitinho.
AS FOTOS - Também ficamos tristes porque a máquina fotográfica deu pau nesse momento tão importante. Perdemos todas as fotos do parto. Agora vai ficar apenas na nossa memória.
O MELHOR PAI - O Daniel está tão gracinha tentando cuidar do Adriel. Ele ainda não tem muito jeito com o bebê mas está sempre lá de olho nas trocas de fraldas e banhos.
SENTIMENTO - Resumindo é indescritível a experiência de ter um filho. É o velho lance de "se não tê-los como sabê-los?". Sempre que eu me lembro o dia do resultado positivo no teste de gravidez e agora que o vejo em meus braços meus olhos se enchem d'água. E olha que, como dizem meus amigos, eu sou uma das pessoas mais frias que eu conheço.
01de fevereiro de 2007BEBÊ A BORDO = Adriel chegou dia 29/01 às 20h45, pesando 2,8Kg e com 48 cm. Passou dois dias na UTI, mas agora está em casa trocando o dia pela noite.
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